Transfofa em Blog

Um espaço especial e pessoal, para dar relevo a cada momento único - Bem Vind@ ao meu Blog!

sexta-feira, Março 31, 2006


Un travesti murió luego de inyectarse siliconas

El joven de 23 años perdió la vida en un hospital de Corrientes. Se había sometido a inyecciones en glúteos, rostro y pechos. La intervención se la habría hecho en su propio domicilio

Un travestido de 23 años murió ayer, luego de haber sido internado en gravísimo estado de salud en un hospital de la ciudad de Corrientes. El joven fue sometido, en forma clandestina, a un implante de silicona líquida en distintas partes de su cuerpo.

Ariel Gregorio Aquino fue trasladado por un familiar hasta el Hospital Escuela de Corrientes, donde quedó internado en muy grave estado, y recibió asistencia respiratoria mecánica.

El travestido, que aparentemente ejercía la prostitución vestido de mujer, le habría solicitado a una persona conocida como "Ricardo" que le inyectara siliconas en los glúteos, el rostro y en los pechos, para "mejorar su figura".

La intervención se habría realizado en el domicilio de Gregorio sin ningún tipo de prevención séptica y, al poco tiempo, el travesti habría comenzado a sentirse mal y sufrir intensos dolores en los lugares donde se había aplicado las inyecciones.




quinta-feira, Março 30, 2006

National Center for Transgender Equality, DC, USA

quarta-feira, Março 29, 2006

Transgendered man documents hair raising life
The former female model, now called Rico Adrian Paris has courted media interest with his autobiography


Sex-change Rick publishes his story


Civil-rights protection OK'd for transgender individuals


Argentina autoriza operação de mudança de sexo a trans uruguaia
Uma transexual uruguaia conseguiu na Justiça argentina o direito de realizar operação de mudança de sexo. Esta foi a primeira vez que a Justiça do país autorizou estrangeiro a se submeter à operação.

Itália prestes a eleger travesti


Anti-bias law on gender identity passed
King County Council votes on transsexual issue

terça-feira, Março 28, 2006

Dedico este post aos corajosos coirões anónimos que aqui vêm deixar excrementos das suas perturbadas mentes...

Facing tough restrictions in a country where it is so difficult to get the 'trans-gender' operation, many Danish trans-sexuals see no choice but to head instead for Thailand, the unofficial sex change capital of the world.

Manquem-se

domingo, Março 26, 2006

Como diz uma amiga minha, "é muito fácil vir para a net, encobertos pelo anonimato, e desatar a escrever bacoradas". Isto para demonstrar que, apesar de determinados seres pulularem por aí a deixarem um monte de baixarias nos message boards, só retirei o meu temporariamente pois tive dificuldades em apagar uns rabiscos (de alguém que nem sequer português sabe) que me deixaram lá. Assim que resolver os problemas, ele voltará.
Sei que anda todo o tipo de gentinha por aqui, desde paranóicos que têm a mania que são transexuais até frustados que não aguentam uma nega quando procuram sexo. Agora ter de levar com eles, quer dizer manquem-se e desapareçam. Ou pelo menos aprendam a escrever direito.
Transgender 101 for Dummies
Sex and gender can be delineated into four discrete categories: biological sex, gender identity, gender _expression and sexual orientation.

A 71-year-old, male-to-female transgender teacher, Lily McBeth, was recently given the approval to substitute in Eagleswood Elementary School. ("Teacher's rehiring upheld by board," Feb. 28.)

Rights Statute: Adding Gender Identity
Proposal Targets Discrimination

ARGENTINA:
Transgender Community Faces Uphill Battle for Rights

BALLET, A SEX CHANGE AND A SMALL REVOLUTION
The Odyssey of Jin Xing

Transgender Activist Assaulted/Molested By Cops
Transexual Activist Maria Louise Roman was assaulted, discriminated against and wrongly incarcerated – ironically, after a taping of "Transamerica" segment for Spanish TV Talk Show Cristina.

Huffman shines in a role that's a long way from Wisteria Lane

quinta-feira, Março 23, 2006

domingo, Março 19, 2006

Transjobless
Imagine trying to find a job without a shred of work history.
Welcome to the transgender job hunt.

Protections for transgender people might be added to the city's human rights code under a proposal the City Council is expected to consider next month.

A male nurse who underwent a sex-change procedure abroad is asking the local court for a legal change in gender to female, but the government prosecutor is against the idea.


La activista transgénero del Movimiento de Integración y Liberación Homosexual (Movilh), Karin Avaria, viajó hoy a España donde dará diversas charlas referentes a la realidad de las minorías sexuales en Chile.

Just showing the new Felicity Huffman film "Transamerica," a story about a pre-surgical transsexual, would be edgy enough for most small towns. Yet moviegoers in Staunton jumped from the movie to real life Thursday, following the film with a discussion of living through gender dysphoria and sexual reassignment led by someone who knows her topic.

quinta-feira, Março 16, 2006

quarta-feira, Março 15, 2006

sábado, Março 11, 2006

Este caso de Gisberta, e todo o alarido (perfeitamente justificado, diga-se) que se gerou à volta dele, fez-me pensar em diversas questões (que pus a mim própria também, como apoiante das diversas iniciativas).

Questões incómodas, talvez mesmo desagradáveis, mas que se impõem.

Antes de ter sucedido o que aconteceu, quem era a Gisberta? Pela minha parte nem sabia da sua existência e, segundo penso, tirando a ªt e a Abraço, nenhuma das organizações que tanto bradam agora imaginavam sequer a sua existência.

Onde estavam todos aqueles que agora tanto bradam quando ela precisava de uma ajuda amiga para não cair nas malhas da droga? Onde estavam quando ela foi obrigada a ir viver para uns caixotes de papelão? Porque ninguém a ajudou a alugar um quartinho? Onde estava toda a gente quando ela foi selvaticamente atacada dia após dia?

Eu estava confortavelmente em casa, bem abrigada na minha ignorância, sem sequer imaginar que ela existia. Suponho que toda a restante gente também, salvaguardando a ªt e a Abraço e as poucas amigas dela.

Agora, muita gente conhecida aparece com o nome nas iniciativas pela Gisberta, as organizações, que nem sequer sabiam que era uma mulher transexual, querem mundos e fundos em nome dela. Querem inscritos os seus nomes nas iniciativas, muitos por ser "politicamente correcto". É sempre bom ver-se o próprio nome, ou o nome da organização, nas listas apoiantes.

Mas ninguém estava lá para a ajudar a não cair nas malhas da droga, para tentar evitar que fosse mais uma portadora do vírus HIV, para a ajudar a sair do pardieiro onde dormia. Nessa altura, eu incluída, toda a gente a ignorou.

E chegou-se ao cúmulo de, nas listas apoiantes, em vez de toda a gente que quisesse apoiar pudesse ver o seu nome, seleccionarem somente os nomes mais sonantes e/ou nomes de amigos. Assim, o meu e o de muitos (penso que seria muito azar ter sido a única a ter sido discriminada) não apareceu, depois de me ter inscrito. Parece que o meu nome só serve para listas de apoio a casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Quando se trata de solidariedade com outra trans já não serve, talvez por não ser sonante, talvez por também ser trans.

Toda esta hipocrisia fez com que, apesar de apoiar, decidisse não aparecer na vígilia organizada para esta quinta-feira (ainda por cima um dia pessimamente mal escolhido, por coincidir com a tomada de posse de Cavaco Silva como presidente), não fosse a minha presença lá tornar-se tão incómoda como o meu nome nas listas de apoio. Afinal eu seria só uma trans, e como sempre, as trans são incomodativas. Em vez disso, fui ao cinema ver finalmente o "TransAmerica", filme que recomendo que seja visto por toda a gente.

Como trata de assuntos comuns a todas as trans, independentemente do sítio onde se viva, o filme toca-nos de perto. Em cenas que para a maioria das pessoas são cómicas, para nós são dramáticas. Realmente quem não conseguir sentir o filme, ou achá-lo enfadonho é porque não pode ser trans de tão comum que são as experiências ali relatadas.

Na generalidade, o filme está correcto a nível informativo. Felicity está excelente na interpretação, o que cada vez me convence mais que só não ganhou o Óscar de Melhor Actriz Principal por ser difícil de engolir pela Academia de Hollywood que o ganhasse interpretando o papel de uma mulher transexual. O filme tem bom ritmo com poucos ou nenhuns pontos mortos, sendo por todas estas razões que torno a aconselhar vivamente que toda a gente o veja, seja transgender ou não.

E sobre a Gisberta não faço tenções de postar mais. Afinal nem a conhecia, nem sequer sabia que ela existia. Injusto? Sim, é. Mas não mais injusto que aproveitarem-se do caso dela para aparecerem com o nome nos jornais. Não mais injusto que bradarem aos céus, agora que ela morreu, e ignorarem-na completamente quando estava viva. Não mais injusto que chamarem-na de "o" isto, "o" aquilo, travesti, etc. pelas mesmas organizações que agora tanto a querem defender, e órgãos de comunicação social, quando era, na realidade, uma mulher transexual.

Quando estava viva era incómoda, uma trans, sem-abrigo, toxicodependente, portadora do vírus da SIDA e prostituta. Agora, depois de morta, é um ícone da luta pelos direitos das minorias.

Quão irónico não é tudo isto...
Exames confirmam morte de Gisberta por afogamento

10.03.2006 - 08h18 : Tânia Laranjo/PÚBLICO

Duas semanas depois do corpo de Gisberta, a transexual alegadamente agredida até à morte por um grupo de jovens, ter sido encontrado num fundo de um poço, no Campo 24 de Agosto, no centro do Porto, o Instituto de Medicina Legal reuniu todos os elementos que permitiram identificar a causa da morte da vítima: Gisberta morreu afogada, embora o seu cadáver apresentasse lesões múltiplas que possivelmente também lhe teriam causado a morte em poucas horas.

Os exames histológicos (análises microscópicas aos tecidos) ficaram ontem concluídos, mas o relatório ainda não chegou ao IML. Só hoje deverá dar entrada no instituto, permitindo então que os médicos elaborem o relatório da autópsia e o enviem para a Polícia Judiciária do Porto, para juntar ao processo que aí está a ser investigado.

Ainda segundo o PÚBLICO apurou, os exames agora elaborados confirmam então a tese inicialmente avançada pelos relatórios preliminares, que detectaram água nos pulmões da vítima. Os exames feitos à água do poço permitiram também confirmar que se tratava da mesma substância, embora fossem necessários os exames histológicos para determinar se a morte teria sido por afogamento.

Chegados agora os resultados finais (que foram pedidos a um instituto exterior, com o qual o IML do Porto tem um protocolo), o Instituto fica então em condições para elaborar o relatório da autópsia, o que é considerado essencial para o enquadramento criminal dos factos.

Estando Gisberta viva quando foi atirada ao poço (e não morta, como os jovens inicialmente disseram nos interrogatórios judiciais), o crime pelo qual estavam indiciados pode ser alterado. Não se tratará assim de ofensas corporais agravadas pelo resultado, mas homicídio, que pode até ser entendido como sendo qualificado.

Espancamento e sevícias sexuais

Se assim for, o suspeito mais velho, de 16 anos, incorre numa pena até 25 anos de cadeia (que deverá se especialmente atenuada devido à sua idade), enquanto os restantes - doze menores, entre os 13 e os 15 anos - podem ficar até três anos, em regime fechado, em estabelecimentos geridos pelo Instituto de Reinserção Social.

Refira-se, ainda, que também será determinante saber-se se os jovens que atiraram a vítima ao poço teriam consciência de que aquela estaria viva. Todos garantem o contrário (pensavam que Gisberta estava morta e por isso tentaram esconder o cadáver) e será essa prova que o Ministério Público terá de fazer para poder avançar para a acusação de homicídio qualificado.

Também segundo o PÚBLICO apurou, a transexual apresentava uma série de lesões que terão sido provocadas por espancamento. A autópsia confirmou igualmente as sevícias sexuais, que terão sido provocadas com um pau.

Tudo indica ainda que Gisberta foi agredida no domingo e que terá sobrevivido, sem qualquer auxílio, até à manhã de terça-feira. Terá sido nessa altura que foi atirada ao poço, desconhecendo-se se estaria consciente nesse momento.

O seu cadáver foi descoberto um dia depois, após um dos jovens ter contado os factos a uma professora, que avisou as autoridades. O cadáver foi recolhido já ao princípio da noite.

Ouvidos no Tribunal de Menores (13 jovens) e no Tribunal de Instrução Criminal do Porto (um jovem), a quase todos foram aplicadas medidas de coacção. O mais velho está em prisão preventiva, enquanto onze menores se encontram em regime semiaberto, em instituições de acolhimento (dez em estabelecimentos do Instituto de Reinserção Social, um nas Oficinas de S. José). Há ainda um dos jovens a quem foi aplicado o regime fechado, enquanto a outro, de 13 anos, nada foi aplicado, por não haver indícios do seu envolvimento.

terça-feira, Março 07, 2006

VIGÍLIA POR GISBERTA
Frente ao Patriarcado de Lisboa
Campo de Santa Clara
5ª feira, 9 de Março, às 19h





Torturada ao longo de dias, vítima de sevícias sexuais, assassinada com extrema brutalidade. GISBERTA tinha uma vida que os meios de comunicação social têm distorcido e um rosto que têm omitido. Um rosto, e um crime, que não permitimos que seja esquecido ou caia no esquecimento sem consequência , como se de um facto banal se tratasse.

Sem-abrigo, transexual, imigrante, seropositiva, utilizadora de drogas, trabalhadora do sexo, assassinada por crianças e jovens de uma "instituição de menores". Das fragilidades de Gisberta ao inferno e discriminação social que representa o sistema de (des)protecção de menores em Portugal, uma acumulação de exclusões e, infelizmente, motivos de discriminação permanente na sociedade portuguesa.

Situar a resposta ao crime no baixar da idade para a responsabilização criminal é lavar as mãos do Estado. Este que assuma as responsabilidades que nunca assumiu sobre as crianças em risco, ao invés de os abandonar em instituições da Igreja e à educação parcial que nelas se pratica. A Justiça que assuma a responsabilidade criminal de quem já tem idade para isso. Mas que não se menorize o crime em si com o argumento da idade dos agressores.


VIGÍLIA POR GISBERTA

Frente ao Patriarcado de Lisboa, Campo de Santa Clara

5ª feira, 9 de Março, às 19h

* PARA DIGNIFICAR A MEMÓRIA DAVÍTIMA

* PARA EXIGIR A PROFUNDA REFORMA DO SISTEMA DE PROTECÇÃO E ACOLHIMENTO DE MENORES EM RISCO

* PARA EXIGIR LESGISLAÇÃO ABRANGENTE CONTRA OS CRIMES MOTIVADOS PELO ÓDIO E PELO CONJUNTO DOS PRECONCEITOS ASSOCIADOS A ESTE CRIME

Para mais informações CLIQUE AQUI

quinta-feira, Março 02, 2006

Assassinato de sem-abrigo, transexual, imigrante, seropositiva, utilizadora de drogas, trabalhadora do sexo

GISBERTA: AUTÓPSIA EM CURSO GERA SÉRIAS DÚVIDAS

Exm@s senhores/as jornalistas:

Estranhamos profundamente o teor de uma notícia presente no Jornal Público de ontem, segundo a qual "A causa da morte de Gisberta, a transexual espancada, a semana passada, no centro do cidade do Porto, continua por determinar. A autópsia, efectuada no Instituto de Medicina Legal do Porto, não foi conclusiva , não se sabendo assim o que causou exactamente a morte da vítima: se a agressão violenta, se as suas fragilidades de saúde ou mesmo se se tratou de afogamento. (...)"

Das duas uma: ou a notícia não está correcta, ou, a ter esta informação realmente por fonte o Instituto de Medicina Legal do Porto (IMLP), algo parece não bater certo. O Público acrescenta que a dificuldade no apuramento da causa da morte tem a ver com o estado clínico em que se encontrava a vítima.

Julgamos saber que é de fácil apuramento, no âmbito de uma autópsia, sobretudo num corpo que foi encontrado no dia seguinte ao óbito , se existiu ou não afogamento, pela simples verificação da existência – ou não – de água nos pulmões. Inquieta-nos profundamente a demora na resposta a uma pergunta aparentemente tão simples.

Mas na eventualidade de a causa da morte não ter sido afogamento, estranhamos de igual modo que a mesma notícia afirme que uma das possibilidades para a determinação da causa da morte sejam "as fragilidades de saúde da vítima", podendo portanto a autópsia vir a negar que "a intervenção dos jovens foi causa directa da morte", o que mudaria toda a moldura penal.

Mas a questão é só esta: hoje, estaria Gisberta morta, mesmo com o seu quadro clínico, se não fosse "a intervenção directa dos jovens?"

Não partilhamos das teses de que o importante agora será punir, ou de quem tenta usar este caso para baixar a idade da responsabilização criminal. Fundamental é prevenir e combater a acumulação de exclusões sociais que permitiram tal acto, e proteger legalmente futuras vítimas. Mas preocupa-nos o apuramento da verdade. A autópsia determinará todo o quadro legal de tipificação deste crime, sendo portanto uma questão vital que exige o máximo rigor informativo. Assim, vemos com extrema preocupação os dados ontem publicados, sobretudo se se verificar corresponderem à informação provinda do IMLP, e rogamos aos meios de comunicação social que esclareçam este aspecto.

Panteras Rosa – Frente de Combate à Homofobia * Apartado 1323 – 1009-001 Lisboa * Panteras.Rosas@sapo.pt * http://www.panterasrosa.blogspot.com/ * http://www.panterasrosa.com/