Transfofa em Blog

Um espaço especial e pessoal, para dar relevo a cada momento único - Bem Vind@ ao meu Blog!

quarta-feira, Maio 26, 2010

PARTE I

Este Sábado saiu uma reportagem sobre transexualidade no Diário de Notícias intitulada “O meu nome não é o meu sexo”. Como uma das pessoas que contribuiu para o artigo, vou tecer algumas considerações sobre o mesmo.

Em primeiro lugar, repudio totalmente o “Envergonhados” com que termina o lead da notícia. Expuseram uma maneira de sentir de uma parte da população T, sem explicarem que existem pessoas transexuais que não têm vergonha de o serem.

Da leitura do artigo retira-se a ilacção de que a comunidade transexual tem vergonha da sua transexualidade, como se o facto de se ser transexual seja motivo de vergonha e de repúdio. Nada mais falso.

Existem de facto transexuais que o sentem, sendo que as razões deste procedimento saberão eles quais são. Mas dar-se a ideia de que a comunidade toda é assim é ofensivo para quem aceita plenamente a sua transexualidade e não a renega.

Minoria silenciosa estamos, finalmente, a deixar de o ser, para sermos uma minoria que luta pelos seus direitos. E já não é de agora.

No meio das confusões, com tanta gente a dar o testemunho, acontecem erros, como o facto de ter iniciado o processo há dez anos, quando na realidade foi há mais ou menos cinco anos.

Podia ter sido muito mais inspirada, considerando, pelo menos, o que eu falei na entrevista, mas ficou-se mais pela banalidade dos coitadinhos. A abordagem quanto a mim, pecou nisto. Focou-se no comum, no mesmo que as outras entrevistas anteriores, em vez de aflorar aspectos talvez mais complicados mas de certeza menos banais. Compreenda-se, já saíram “n” entrevistas com pessoas transexuais a descreverem os problemas vivenciados e discriminações sofridas. Nada de novidades por este lado.

PARTE II

Mas existe algo que pode trazer uma discussão que, pelos vistos, ainda se torna necessária.

Refiro-me concretamente ao parágrafo “Vai contracorrente às pessoas e médicos do Santa Maria. "Um transexual que é transexual quer mudar o sexo!" É uma afirmação que se repete ao longo da reportagem.”

Ora bem, analizemos o parágrafo. Primeiro a frase “Um transexual que é transexual quer mudar o sexo”. Bem, esta afirmação é um completo anacronismo. O que define uma pessoa transexual? O ter nascido com genitália de um sexo e a sua Identidade de Género do sexo oposto. Identidade de Género (IG) refere-se a como cada pessoa se sente dentro do binómio masculino-feminino. Ou seja é a percepção que cada pessoa tem de si própria como pertencendo a um dos géneros.

Isto já foi dito e redito inúmeras vezes. Porque continua então a discriminação de uma minoria contra as restantes? Bem, a questão tem muito a ver com a psiquiatrização da transexualidade e com a auto-estima das pessoas transexuais.

Existe uma maioria de psiquiatras e psicólogos que vêem esta problemática do ponto de vista da genitália, desprezando a Identidade de Género. Homens têm pénis, mulheres têm vagina e pronto. A IG não é para aqui chamada. Ora como as pessoas nascem com um sexo ou outro, devem ter a sua IG concordante. As que não têm são etiquetadas imediatamente como doentes.

E então, como o corpo é que deve ter razão, e sem tomarem em conta que existe a possibilidade de o que está mal é o corpo, etiquetam logo essas pessoas como tendo um transtorno de Identidade de género, portanto se são doentes, e se a IG é mental, estas pessoas têm de ser doentes mentais.

E mesmo depois de anos de terapias falhadas para mudarem as IGs consideradas doentes, decidiram que o melhor seria fazerem-se as cirurgias e assim ficava tudo bem. Uma medida acertada tomada pelas razões erradas, na minha opinião.

Porque eu não vejo as coisas assim. Penso que o que define o género a que pertence uma pessoa é a sua IG e não o sexo com que se nasce. E porquê? Porque as terapias, aceites por muitos psiquiatras extremamente preconceituoso como o famoso e mal-amado Kenneth Zucker, adepto fervoroso destas terapias, têm sistematicamente resultado em rotundos fracassos.

Isto devia pelo menos avisar de que havia algum problema em relação à definição de género indicada pelo sexo de nascença.

Para mim indica claramente que o nosso género é aquele que a IG de cada pessoa indica, e não o que o sexo indica. Também me parece que, a ser assim, existe a possibilidade de nada estar errado com a IG da pessoa mas sim ser o corpo que está mal. Ou seja, o defeito está no corpo e não na mente.

Por isso sou totalmente contra a transexualidade ser considerada como doença mental. Concordo muito mais com a classificação de condição. Somos mulheres e homens que nasceram com a condição da transexualidade. Mas de modo algum me parece que sejamos doentes mentais.

Muitas pessoas transexuais acabam por se rejeitarem, tal é a estigmatização e discriminação existentes na sociedade. E o resultado é a auto-estima descambar.

Ficam pessoas que têm vergonha de serem quem são. E os psiquiatras aproveitam-se logo disto para fazerem vingar a sua teoria de que é o sexo que determina o género. Têm uma campanha que convence as pessoas que só é transexual quem se quer operar. Apanhando as pessoas com pouca ou nenhuma auto-estima, dizem frases que soam, para estas pessoas, como um engodo irresistível. Operas-te e ficas mulher (ou homem, conforme o caso).

Obviamente que estas pessoas já são mulheres e homens, pois é o que a sua IG lhes indica. E sabem-no perfeitamente, pois se não o fossem não eram transexuais. Mas a necessidade de elevar a auto-estima é muito forte, e acabam por, apesar de saberem bem demais que é a IG que determina o género, por interiorizar esta ideia e elevarem a auto-estima à custa de outras pessoas, que tem uma IG não concordante com o seu sexo, mas que até convivem o suficiente com esta situação para não desejarem passar por cirurgias introsivas e custosas em demasia.

E vai daí aparecerem classificações como “transexualidade primária”, “secundária”, etc, que felizmente se encontram a entrar em desuso, só utilizadas pelos mais reticentes às mudanças. O pior é que estas transexuais acabam por se convencerem que são melhores que as outras, que elas é que são mulheres.

Isto também deriva das pessoas transexuais (a partir daqui a serem denominadas como trans), devido ao modo displicente e muitas vezes ignorante como a sociedade vê estes assuntos, se convencerem que para serem mulheres ou homens têm de ter os atributos sexuais deles. Ou seja, sabem que são de um género, mas ao mesmo tempo têm dúvidas se o são efectivamente, pois não têm o sexo indicado.

E a IG, que lhes dá o mote para iniciarem processos, acaba por ser diminuída, sendo a genitália que comanda.

Isto tudo junto faz com que digam excentricidades como “nós é que somos, os outros/outras não passam de travestis”.

Tudo incica que é efectivamente a IG que determina o género de uma pessoa, não o sexo. Portanto quem é transexual é-o por ter uma IG de um género e o sexo de outro. A maioria das pessoas transexuais nem se quer operar. Mas como, para os psiquiatras, só as operadas contam, os outros casos são ignorados ou definidos como não transexuais.

PARTE III

Este estado de coisas contribui para que se encontrem espalhadas pela net, verdadeiras pérolas da lógica.

Por exemplo, num dado espaço de discussão algures nas profundezas da vastidão virtual, encontrei estas duas afirmações feitas pela mesma pessoa, uma transexual feminina:

Eu sou uma mulher, em todos os sentidos, incluindo a genitália.
Por qualquer razão, na presente realidade isso não se verifica, fisicamente falando. Por essa razão, estou a iniciar a transição, porque sou mulher com um corpo masculino.


Ok, tudo bem, nada a objectar: a seguir sai-se com esta “pérola”:

A transexualidade parece-me a mim algo de mais extremo. Homem e Mulher. Não se fica pelo intermédio.
O homem não tem vagina, a mulher não tem pénis.
Por isso é que nós, transexuais (e falo por TOD@S @s que conheço), desejamos para além do tratamento hormonal e do reconhecimento legal e social (como tu, XXXXX, referiste), a SRS, porque o nosso órgão genital simplesmente não nos pertence.


Primeiro afirma que é transexual, e pelas palavras vê-se que não é operada, portanto só se pode estar a referir à sua IG. De seguida afirma que homens não têm vagina e mulheres não têm pénis.

Se fosse assim, meramente a genitália a definir o nosso género, não havia transexuais. Se fosse assim, essa pessoa nunca poderia afirmar que é mulher, pois as mulheres não têm pénis.

Este pensamento, que originou inclusivé muitos tratamentos com electrochoques e outros que tais, e que ficaram para a história como tratamentos feitos à comunidade homossexual, é tão absurdo que qualquer pessoa trans, que sabe perfeitamente que muito antes de qualquer cirurgia já era homem ou mulher, vê logo a sua absurdidade.
Claro que, aqueles que já têm a cabeça feita, acham que só são homens e mulheres depois da cirurgia, o que convém muito a certos psiquiatras e psicólogos.

Como se viu, isto leva a declarações como a anterior, em que assume falar pelos trans, rectificando depois que afinal são só os que conhece, desejam fazer a CRS.
Claro que esta pessoa deve conhecer muito pouca gente, e se calhar os conhecimentos são filtrados, tipo só é apresentada a quem pense assim ou coisa parecida. Portanto no seu pequeno mundo isto até pode ser verdade.

O que incomoda mais é a absoluta negação de outro ponto de vista diferente. Quem não se quer operar, não é, ponto.

Conheci muitos clínicos que pensam assim. Caramba, até sei de clínicos que acham que as pessoas trans são doentes e que se deviam parar as CRS. Em Portugal, neste século.

Eu conheço, assim de repente, pelo menos, uma, duas, três, quatro, cinco, seis pessoas que são mulheres trans e não se querem operar.

Também, e então a nível da psique humana nem se fala, não existe nada extremo. Existem dois pólos opostos, e entre eles existe toda uma gama de graduações que suporta toda e qualquer pessoa existente, que tenha existido ou que venha a existir. Como com tanta coisa na vida, nada é extremo. Falar-se em situações extremas é completamente absurdo.

Mas as coisas virtuais não se ficam por aqui. Chegam ao ponto de se verem afirmações de Kenneth Zucker, o internacionalmente conhecido “especialista” em terapias de reparação do género em crianças e adolescentes, que visam a aceitação por parte da criança ou adolescente trans do seu género biológico. Não se sabe quantificar o mal que o dito especialista já fez a quantas crianças, mas seria agradável que quem com tanto afinco o cita (para tentar impingir a CRS obrigatória a pessoas trans) fosse para o Canadá e fizesse por lá o seu processo. Juntavam-se os transfóbicos e toda a gente ficava contente.

Outras “pérolas” existem como esta:

"A maioria dos transexuais, estudam, trabalham e têm uma vida normal e muito feliz DEPOIS da transição."

Falta aqui que estes trans são os que, depois da transição, abandonam tudo o que tenha a ver com transexualidade, e escondem o facto de o serem. E isto é importante. Importante porque a luta das pessoas transexuais é, ou pelo menos devia sê-lo, por uma vida estudantil e laboral “normal” (não se explica o que é considerado normal ou não) e muito feliz ANTES e DURANTE a transição, não só depois. Que toda a gente pode ter uma vida normal e feliz toda a gente sabe, Tem é de se lutar pelas condições necessárias.

Também seria interessante que se fornecesse os estudos onde se basearam para chegarem a esta conclusão, para fundamentá-la. Mas quanto a isso, nada.

Outra verdadeira “pérola” virtual esta:

por precisarem de viver a vida em prostituição dizem-se transexuais e mais uma vez, leva o nosso nome a sarjeta!

Algumas considerações: Em todos os compêndios que li, nunca vi escrito que quem seja transexual, tenha sido posto no olho da rua pelos pais, com uma mão à frente e uma atrás, e tenha tido a necessidade de recorrer à prostituição, não possa ser transexual por esse facto.

A realidade demonstra cabalmente que muitas pessoas transexuais têm de recorrer a esse meio de sobrevivência. As razões são muitas, mas baseiam-se quase todas em dois factores quase semelhantes: a discriminação e o preconceito.

Então temos umas quantas pessoas, que não foram postas fora de casa, que tiveram o apoio dos pais ou pelo menos o sustento, todas ofendidas, coitadas, porque existem outras que não tiveram tanta sorte.

E que pensar então de Carla Antonelli, que em dado momento da sua vida teve de vivenciar o trabalho sexual. Se calhar a Carla não é transexual porque foi trabalhadora sexual, querem ver... Ou se calhar a Carla dá mau nome às pessoas transexuais... Ou então a ignorância é tal que nem sabem quem é a Carla Antonelli.

O que eu penso desta atitude não fica bem aqui, ficava melhor noutro lado. Só digo isto: nunca fui nem fiz trabalho sexual, mas como mulher transexual repugna-me este tipo de atitudes, um reflexo da sociedade podre em que se vive hoje em dia, que ostraciza quem não vive sob uma moral católica.

Onde estava essa moral quando o Papa Pio XII, junto com a Cruz Vermelha internacional, ajudou criminosos nazis a fugirem para a América do Sul, como Adolf Eichmann, conhecido como o arquitecto do holocausto, ou Josef Mengela, o anjo da morte de Auschwitz-Birkenau? Esta moral afinal serve para quê? Para que trans ostracizem e discriminem outras trans? Faço ardentes votos para que esta gentalha acabe os seus processos depressa e desapareçam, senão da face da terra, pelo menos de Portugal.

Sempre fui contra a associação entre transsexualidade e trabalho sexual. Mas nunca, nunca discriminando quem teve de recorrer a este meio para sobreviver. Mesmo quem o faça por outras razões, não se pode aceitar esta discriminação, ainda por cima vinda de quem também sofreu e sofre com discriminações. Tenho vergonha que estas pessoas sejam transexuais, disto tenho vergonha, sim.

As restantes pérolas encontradas andam sempre à volta do mesmo (e existem muitas mais, estas são só as mais gritantes):

O nome "transexual", da-se portanto durante essa transição (e só deve ser usado para esse fim) com o culminar essencial/premente da cirurgia de redesignação de sexo (cirurgia genital)!"

"Só se pode chamar "transexual" a individuos que fizeram ou almejam fazer a cirurgia de redesignação de sexo, porque de facto esses individuos tem um grave problema com o seu sexo/identidade psicologica e biologica!"

"Essas pessoas que sentem pertencer ao sexo oposto, mas que não desejam fazer a SRS, e não querendo rebaixá-las em relação a mim, não são transexuais."

"O transexual quer ser do sexo físico oposto, que corresponde ao seu género. ponto.

"Transexual = pessoa de um género que nasce com o corpo do género oposto, certo?"

A definição mais acertada será “pessoa que nasce com a sua IG de um género e a genitália do género oposto. Note-se que mesmo a mais recente proposta do DSM já não submete a transexualidade à CRS, como estas pessoas ainda tendem a fazer.

O próprio Prof. Dr. Rui Xavier, na sua entrevista, mudou radicalmente o seu discurso e, muito embora ainda fale em transexualidade primária, já admite a existência de pessoas transexuais que não desejam fazer a CRS.

A nível mundial, a quantidade de pessoas que desejam fazer a CRS é largamente ultrapassada pelas que não o desejam. Não existem razões para duvidar que em Portugal o panorama seja diferente.

E não há razão nenhuma que justifique que o colectivo trans se submeta a uma tirania perpretada por uma minoria com o conluio dos psiquiatras e psicólogos.

O ser humano é mesmo assim, quando não há nada para discriminar, ostracizar e ofender, inventam.


[Brasil]
Suspeito de ter matado travesti é reconhecido
Preso ontem em flagrante na zona sul do Rio após ter assassinado uma travesti identificada como Tiara, o estudante de direito e lutador de jiu-jítsu Leonardo Loeser de Oliveira, de 27 anos, foi reconhecido hoje por colegas, que faziam programas na mesma região que Tiara, na Lapa.
Rio de Janeiro: Jovem é preso suspeito de matar travesti e tentar queimar corpo
Lutador de jiu-jítsu, suspeito de ter matado travesti é identificado


[UK]
Jail for transsexual who stole from charity shop
A transsexual who stole from a charity shop before flicking urine at a policeman has been jailed.
Kim Goode, who was born a man, but underwent reconstructive surgery 10 years ago, was sentenced to 12 weeks in prison for assaulting a police officer and two counts of shoplifting.

[UK]
Transsexual loses High Court battle
A transsexual has lost her High Court battle over an NHS refusal to fund a breast enlargement operation.
Gender dysphoria sufferer "C", who cannot be named for legal reasons, has been living as a woman for more than a decade.
The 58-year-old, who lives in the Reading area, was described as having been left in physical and psychological "limbo" after her bust failed to develop sufficiently following hormonal treatment.
Trans woman refused NHS breast operation
UK won't give transsexual boobs


[Malta]
Malta ranked low in gay rights
Malta's laws do not yet do enough to protect the rights of gay, lesbian and transsexual people, according to an EU-wide index published by ILGA, the international gay and lesbian association.
The island gained just one point out of a maximum of 10 in an index measuring legislation affecting the human rights of LGBT people.

[Zimbabwe]
Gay rights dismissed from Zimbabwe's new Constitution
Zimbabwe's Constitution Select Committee (Copac) has stated that gay rights will not be included in the new constitution and that they will not enter into debate or discussion over the issue.

[Malawi]
U.N. Presses Malawi Over Gay Convictions
U.N. secretary general Ban Ki-moon said Monday that he will meet this weekend with Malawian president Bingu wa Mutharika to discuss the 14-year jail sentences recently handed down to two gay men in the East African nation.
[Blog/Commentary] The Malawi Couple: Gay or Transgender? Or Something Else?
[Blog/Commentary] Peter Tachell on Properly Identifying Tiwonge Chimbalanga, Imprisoned in Malawi
When did homosexuality become white?
Editorial: A grossly indecent imprisonment in Malawi
Malawi: Les réactions de l’ONU et de l’Union européenne, et un début de polémique


[Pakistan]
Pakistani police bust man-eunuch wedding, 42 people arrested
Police arrested a man for marrying a eunuch in north-western Pakistan, officials said Tuesday.
Malik Iqbal, in his late 40s, his 18-year-old partner Kashif, also known as Rani, and 40 wedding guests were detained Monday in Peshawar, the capital of Khyber-Pakhtunkhwa province.
Man marrying shemale arrested (Photo)

[Indonesia]
Transvestites banned from cutting female hair
One hundred and twenty-five Islamic boarding schools or pesantren from Java and Madura island issued a fatwa banning transvestites from cutting and/or styling Muslim women's hair unless they are muhrim (related by blood or marriage).
The fatwa was issued during a meeting at Al Falah Islamic boarding school in Kediri, East Java last week, according to The Jakarta Globe.
According to them, transvestites are still male, therefore it is haram or forbidden for them to see and touch a woman who is not their spouse nor a blood relative.
Hairdressing Fatwa a Door to Prostitution: Transvestites

[CA, USA]
Transgender Employee Sues for Wrongful Termination in California
A transgendered former employee of Macy's in California has filed a wrongful termination lawsuit against the retail giant citing harassment, discrimination and other grievances. Jason "Jazz" Araquel, 21, filed her wrongful employment termination lawsuit on April 16 in the Los Angeles Superior Court. Araquel is seeking wrongful termination damages and compensation for emotional distress, pain and suffering, loss of dignity, legal costs and attorney's fees.

[FL, USA]
Cross Dresser Named Queen of Gay Prom, Parents Disown Him
A gay Florida teenager banned from attending his own high school prom instead attended a gay prom, and was named prom queen -- the fulfillment of his dream. But with ecstasy comes agony -- his parents have kicked him out of their house. (Photo)
Prom Queen Booted from Home

[VA, USA]
Transgender an issue for VFW post
A transgender U.S. veteran must dress as a man at his VFW post until he completes his transformation to a woman or changes his name, the organization says.
Navy vet's gender switch stirs trouble at VFW post
Trans Navy Vet Met with Resistance
Veterans Group Balks at Trans Member


[Puerto Rico]
Catalogan de epidemia la ola de asesinatos contra transexuales y homosexuales en Puerto Rico
El activista de la "Asociación Puerto Rico para Todos" Pedro Julio Serrano catalogó hoy de "epidemia" los asesinatos que durante los últimos meses han tenido como víctimas en la isla a miembros de la comunidad transexual y/o transgénero, lésbica, gay, y bisexual (LGBT).

[Bolivia]
Dirigentes y vecinos piden la clausura y traslado de prostíbulos despues de agresion violenta
Atendiendo la solicitud de aplicación de medidas cautelares de carácter personal, requerida por el fiscal de Materia Adscrito a la Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (Felcc), Aldo Ángel Morales Alconini, que luego de conocer la denuncia formal, de una agresión violenta, imputó al agresor por: “Homicidio en Grado de Tentativa”, el Juez Cautelar N° 1 de la Capital, Marco Chambi, envió a la Cárcel Pública San Pedro de la Zona Norte de la ciudad, al homosexual Limber Quenta Cáceres, en calidad de detención preventiva.