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domingo, Fevereiro 20, 2011



Debate

LEMBRANDO GISBERTA 2: NO LIMIAR DA LEI DE IDENTIDADE DE GÉNERO


Entrada livre

Organização

GRIT – Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transexualidade

UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta

Local

Clube Literário do Porto – rua Nova da Alfândega, n.º 22, Porto – auditório (ao pé da Ribeira e estação de metro de S. Bento), 25-02-2011, às 21h30.

Homenagem a Gisberta – evento a ocorrer no dia seguinte, 26, na Av. Fernão de Magalhães, onde Gisberta foi encontrada morta. Ponto de encontro: às 15h de 26-02-2011, no Campo 24 de Agosto, ao pé da estação de Metro.

Oradores

Luísa Reis (activista na área da transexualidade – fundadora e membro da direcção do GRIT)
dr. Nuno Santos Carneiro (psicólogo clínico, investigador e activista LGBT independente)

Moderação: UMAR

Há cinco anos, em Fevereiro de 2006, Gisberta Salce Júnior foi encontrada morta numa obra abandonada da Avenida Fernão de Magalhães, no Porto. A sua morte ocorreu após vários dias seguidos de insultos, provocação, agressão, tortura e violência sexual. Os responsáveis, um grupo de 14 jovens entre os 12 e 16 anos, ao cuidado de uma instituição de acolhimento de menores sob a tutela da Igreja Católica, atiraram-na por fim para um poço onde morreu afogada. Era uma mulher transexual a quem o Estado se negou reconhecer como tal – mulher.

O julgamento dos responsáveis pela sua morte não apurou que tivesse sido mais que 'uma brincadeira de mau-gosto que correu mal'. Não reconheceu o motivo claro das agressões mortais – a transfobia. E nem sequer a considerou vítima de homicídio, mas apenas que o seu 'cadáver', ainda vivo, foi ocultado pelos agressores no poço onde morreu.

Para o Estado Português, Gisberta não era mulher. Foi esta falta de reconhecimento que a privou igualmente de cidadania e de um projecto de vida. O novelo de exclusões em que foi sucessivamente aprisionada desfez-se finalmente com a sua morte, expondo o vazio sobre o qual foi forçada a construir toda a sua vida.

Em 2009, o GRIP e o GRIT relembraram o assassinato de Gisberta no terceiro aniversário da sua morte, denunciando a falta de reconhecimento da identidade das pessoas transexuais que esteve na raiz da sua exclusão. Desde então, os partidos e a Assembleia tomaram a iniciativa de iniciar o processo legislativo para uma Lei de Identidade de Género – uma medida que finalmente vai dar às pessoas transexuais portuguesas identidade e cidadania. Estamos no limiar de uma nova era para esta população – mas, neste dia, não deixaremos esquecer o nome de Gisberta!

Juntem-se a nós no dia 25 de Fevereiro, para que nunca mais ninguém esqueça!




Tertúlia

Reflectir a Memória de Gisberta


O GRIT - Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transexualidade da Associação ILGA Portugal, em parceria com a rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes e a Associação pela Identidade - Intervenção Transexual e Intersexo, vai realizar, no próximo dia 26 de Fevereiro às 21h00, no Centro LGBT (Rua de S. Lázaro, 88, Lisboa), a tertúlia "Reflectir a Memória de Gisberta".

No dia 22 de Fevereiro completam-se cinco anos sobre a descoberta do corpo de Gisberta Salce Júnior, mulher transexual, brasileira, imigrante, toxicodependente, seropositiva e prostituta, assassinada brutalmente por um grupo adolescentes institucionalizados. Sofreu de agressões, tortura e sevícias sexuais durante três dias, para depois ser atirada para um poço, até sucumbir à morte, afogada.

Um crime que “chocou o país”, que insistia em fechar os olhos às realidades das pessoas transexuais, e às consequências de uma identidade e cidadania não reconhecidas. Apenas cinco anos depois a lei portuguesa reconhece esta lacuna, procedendo à lei que permite às pessoas transexuais alterarem o seu sexo e nome nos documentos de identificação, adequando-os à sua identidade. Falta ainda, no entanto, protecção social e laboral, para que todas estas pessoas tenham a possibilidade de desenvolver as suas vidas com dignidade.

Oradores:
Carla Moleiro* (Psicóloga, Investigadora)
Fernanda Câncio* (Jornalista)
Joana Almeida (ILGA Portugal)
Júlia Mendes Pereira (Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transexualidade e Associação pela Identidade)

Moderação: rede ex aequo (* por confirmar)


[UK]
Woman loses bullying claim
A transsexual who said she was bullied out of her police job has lost her claim for sex discrimination

[UK]
Teenage trannie stalks Jordan
Terrified Jordan has beefed up security after a teenage transvestite gained access to her home.

[New Zealand]
Trans hopefuls welcome on Next Top Model
A publicist for New Zealand's Next Top Model says transgender hopefuls are more than welcome to apply for a place on the reality series.
TV show happily gender neutral

[USA]
Trans supermodel reveals torment over sex-change treatment
Trans Givenchy supermodel Lea T has revealed her torment at undergoing sex-change treatment, adding she would rather have been gay, in an interview with US chat show host Oprah Winfrey.

[USA] [Commentary]
Injustice at Every Turn -- Part V: Housing
Previous "turns" have covered the basic data about who transpeople living in America are in Who we are -- by the numbers, Part I: Education, Part II: Employment, Part III: Health Care and Part IV -- Family.

[CA, USA]
Transgender woman sues DMV over nasty letter
A transgender woman who says she received a personal letter at home from a California Department of Motor Vehicles clerk who helped her obtain a new driver's license is suing the DMV and its now ex-employee.
Amber Yust, Transgender Woman Sues DMV Over Bible-Beating Letter

[IL, USA]
Trans-Friendly Restrooms Sought in Chi.
Chicago activists are asking business owners to commit to offering gender-variant customers the restroom of their choice.
T-Friendly Bathroom Initiative Launches!

[MA, USA]
Massachusetts Governor Signs Executive Order Protecting Transgender State Employees
Massachusetts Governor Deval Patrick today issued two executive orders, numbers 526 and 527, which extend nondiscrimination protections to state employees on the basis of gender identity and expression, and apply to all state agencies and programs, as well as businesses that contract with the state.
[Commentary] Patrick signs order for transgender equality; will legislature pick up the baton?
Patrick signs executive order protecting transgender state employees

[Commentary] “If we’ve got 100 yards to go, this gets us to the 25-yard line.”